Segundo
o Artigo XIX da Declaração Internacional dos Direitos Humanos, declarada em 10
de dezembro de 1948: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e de
expressão, este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões
e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras”. Porém, no Brasil, essa lei é completamente
violada.
Toda a mídia nacional brasileira é
controlada por nove famílias: Abravanel (SBT), Bloch (Manchete), Civita(Editora
Abril), Frias (Folha de S. Paulo), Levy (Gazeta Mercantil), Marinho(Organizações
Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e
Saad (Rede Bandeirantes) que possuem um grande poder econômico. Elas controlam
por completo os meios de comunicação nacional já que possuem canais de
televisão, emissoras de rádio e até mesmo jornais e revistas.
O grande problema desse oligopólio é
que todas as informações que circulam ao longo do território brasileiro são
controladas pelas 9 famílias, dessa maneira, elas possuem o total poder de
omitir ou até mesmo modificar as notícias de acordo com suas vontades ou interesses.
Pesquisas afirmam que, desde a
década de 90, esse oligopólio vem se estreitando cada vez mais e famílias como Bloch,
Levy, Nascimento Brito e Mesquita não possuem o mesmo poder que antigamente. Um
importante estudo feito em 2002 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em
Comunicação (Epcom), intitulado “Os donos da Mídia”, sobre os meios de
comunicação no Brasil mostra que as redes nacionais Globo, SBT e Bandeirantes,
além de Record, Rede TV! e CNT, estão aglutinados 668 veículos em todo o país.
São 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários.
Os meios de comunicação do nosso
país não desrespeitam apenas a Declaração Internacional dos Direitos Humanos,
mas também a Constituição, que no Artigo 220 diz: “A manifestação do pensamento,
a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo
não sofrerão qualquer restrição.”
Segundo a lei, qualquer brasileiro
possui o direito de se comunicar por qualquer veículo de comunicação, porém na
prática, mais uma vez, não é tão simples assim. Para que um cidadão consiga
abrir uma rádio, por exemplo, ele deve conseguir do governo uma Concessão
Pública. Existem, no Brasil, cerca de 20.000 concessões para emissoras de
rário, destas 7.559 foram arquivadas e outras 3.536 foram negadas.
Infelizmente, todas as informações
transmitas pelos meios de comunicação fazem com que a população crie, não
apenas a sua opinião, mas também os seus valores. Por exemplo, mídia relata a mulher como sendo
uma mercadoria, utilizando sempre mulheres altas, magras e brancas na maioria
dos comercias fazendo com que todos os expectadores que assistem diariamente
essas propagandas, criem um ideal de beleza de acordo com o exposto na
televisão, jornal, revista ou etc, e acabam criando também, como consequência,
um preconceito contra as mulheres que não se encaixam nesse padrão.
A atual televisão brasileira tem
como principal objetivo retirar o senso crítico da população e levar o povo a
acreditar que tudo aquilo que eles veem, ouvem ou leem é a pura verdade. Para
isso as
emissoras tentam parecer onisciente,
onipotente e onipresente sobre a vida cotidiana do telespectador, explorando as
vaidades, curiosidades e emoções.
Um futuro melhor pode estar por vir, pois a atual
presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional, no dia 28 de outubro,
um projeto de regulamentação econômica da mídia e afirmou que: “Eu não vou
regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Eu
vivi sob a ditadura e, por viver sob a ditadura, eu sei o imenso valor da
liberdade de imprensa” e, segundo Rui Falcão, a
regulamentação da mídia brasileira é uma das prioridades do novo mandato. Agora
nos resta esperar e ficarmos atentos para não sermos controlados pelas 9
famílias, para que assim, possamos saber as verdadeiras informações e formarmos
opiniões realistas e concretas.
Vídeos interessantes sobre o assunto:
-Levante sua Voz
-Além do Cidadão Kane
-Valery Helena