sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Eu vejo o futuro repetir o passado"

           

                No filme "A Onda", em uma exemplificação sobre o tema da aula, o professor propôs um regime fascista na sala. O projeto, no entanto, acaba se expandindo de forma desenfreada. Esse filme de 2008 demonstra que o cenário preconceituoso vigente pode ser propício para um regime nesses modelos. O longa metragem desconstrói, dessa forma, o senso comum, o qual afirma que sistemas extremistas são exclusividade do passado.
               O nazismo se aproxima ideologicamente do fascismo, esse relatado no filme, já que ambos defendem o militarismo e o nacionalismo exacerbado, baseando-se em um sistema totalitário, personificado em um líder glorioso. A ideologia nazista, porém, possui a particularidade da superioridade da raça ariana. Uma nova vertente foi criada atualmente, baseada em uma releitura do nazismo denominada Neonazismo. Grupos que apoiam essa ideologia, como os Carecas do ABC, possuem uma força crescente no cenário nacional devido ao crescimento da xenofobia.
               Graças a isso no início da década passada houve o auge desses movimentos no Brasil. A crise política atual, contudo, pode retornar o ápice desses grupos. O ódio contra os nordestinos nas eleições de 2014 e nas manifestações contemporâneas, com o uniforme verde e amarelo, demonstram a xenofobia e o nacionalismo, marcas do neonazismo.
               O filme ilustra, assim, a probabilidade de um governo com essa mentalidade tomar o poder. Essa tese coloca em pauta como, apesar de séculos e diversos erros cometidos, o pensamento humano continua muito arcaico. Os diversos tipos de preconceitos, portanto, devem despertar o mesmo espanto gerado pelo o holocausto da Segunda Guerra Mundial, pois eles podem levar, em última instância, a um futuro semelhante ao triste passado.
-Valery Helena

Inspirações: aulas de história e redação

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Racismo na atualidade

 
            Seres humanos melhores ou piores devido somente a cor de pele é um conceito antiquado e extremamente perigoso. Intelectuais do século XIX realizaram “pesquisas científicas” para o desenvolvimento de uma teoria sobre a superioridade das raças. Essa falsa teoria influenciou milhares de pessoas da época, incluindo Adolf Hitler e gerando o holocausto.
            Infelizmente essa mentalidade continua incrustada em nossa sociedade, em atos cotidianos e muitas vezes velado ou praticado inconsciente. “Fui a uma loja de brinquedos um dia e vi uma mãe mostrando uma boneca negra para a filha. Apesar da boneca ser uma gracinha a menininha falou para mãe ’Ah não mãe, eu não quero essa boneca negra, ela é feia! ’. Até a mãe ficou frustrada e eu fiquei perplexa por uma criança tão pequena ter um pensamento desse”. Relata Victoria Santos Sanches de 16 anos.
É óbvio que o racismo, assim como qualquer outro tipo de preconceito como homofobia ou machismo, se tornou mais condenável em relação a décadas atrás quando esses preconceitos eram vistos como normais ou até mesmo uma condição natural.
            Não podemos ignorar o passado. O racismo surgiu graças a escravidão, em uma situação na qual o negro essa visto como inferior, como mercadoria, obrigado a atender aos interesses de seus donos, brancos.  Com sua abolição os negros conquistaram apenas a liberdade constitucional, porém na realidade foram jogados na sociedade sem qualquer mecanismo ou possibilidade capaz de conecta-los a ela sem nenhuma diferença em relação aos brancos.
            Com o decorrer das décadas o ser humano aprimorou suas capacidades intelectuais, colocando em pauta assuntos nunca antes mencionados. No entanto em pleno século XXI ainda nos deparamos com uma sociedade racista, com salários inferiores para negros, xingamentos menosprezando os afrodescendentes apenas por sua cor de pele entre tantos outros fatos. No Brasil a cada R$ 10 disponíveis para o consumo neste ano no Brasil, R$ 4 estarão em poder de trabalhadores negros e pardos, porém eles representam 51% da população brasileira.
            Alice Fernandes Oliveira declarou “Uma vez uma menina, negra como eu, virou e disse ' Além de ser uma baleia ainda é uma macaca’ e nós estávamos na segunda ou terceira série, então eu vejo que esse preconceito começa a se manifestar mais forte, nessa época (na infância), e ai está o papel da família, da escola, dos amigos de tentar mudar a situação".
            No futebol por exemplo ao chamarem um jogador negro de macaco demostra toda uma cultura na qual o negro é visto como um animal (como no caso do jogador Daniel Alves) ou no caso mais recente sofrido pela Maju, jornalista do Jornal Nacional da rede Globo, no qual uma avalanche de comentários racistas a atingiu via internet. Sem contar os preconceitos não divulgados como quando se julga um negro como ladrão ou pessoa de baixa renda.
            Normalmente as discussões sobre etnias apenas são colocadas em pauta no momento no qual interfere na vida dos brancos. Um exemplo inquestionável são as cotas raciais. No entanto as cotas seriam totalmente desnecessárias e sem nexo caso os negros fossem tratados como iguais aos brancos, sem qualquer diferença desde a infância, ou seja, desde as escolas até a carreira profissional.
            Apenas um terço dos alunos matriculados em escolas particulares no Brasil, no ensino fundamental e médio, se consideram negros. Em comparação com as escolas públicas esses alunos totalizam 56,4%.
“Um caso nada agradável me ocorreu há alguns meses atrás e me deixou muito indignada. Fomos eu e meus pais em uma loja num shopping em SP (e assim como eu eles também são negros) e entramos para a sessão masculina olhar umas roupas. Conforme fomos andando pela loja, fui notando a presença constante do segurança atrás de nós, era apenas nos virarmos para um lado e ele virava, nos virarmos para outro e ele nos seguia. Cansada daquela situação minha mãe perguntou: escuta, você perdeu alguma coisa aqui e tá nos seguindo pra encontrar? O segurança com uma cara arrogante disse: Desculpa senhora, só estou fazendo o meu trabalho. Minha mãe para evitar confusão não falou mais nada e saímos da loja. Nunca mais falamos sobre aquele assunto, mas sempre me lembro e me perguntava o por que aquele segurança nos seguiu, e ainda disse que estava fazendo o seu trabalho, como se fôssemos potenciais ladrões. O que o levou a pensar isso? Nossas roupas? Nossas feições? Nosso modo de andar? Ou nossa cor de pele?" conta Carolina Tomaz de 16 anos.
Até quando os negros serão vistos como inferiores? Até quando esse assunto não será discutido? Os negros são iguais aos brancos porque não é a cor da pele mas sim o caráter que diferencia os seres humanos.
-Valery Helena
Bibliografia:



 
Fonte das imagens: Tumblr

 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Parece que tem Down!



Palavras são insuficientes para expressar a minha raiva em momentos como esses. O sangue ferve em minhas veias e fico totalmente sem atitude. Em algum momento da sua vida já chegaram e falaram pra você ou para algum amigo “como você é retardado cara, parece que tem Down.” As risadas após essa falácia me dão vontade de, primeiramente socar a cara do cidadão que pronunciou isso, mas depois de explicar para esses infelizes indivíduos o significado da Síndrome de Down.
Para aqueles ignorantes (no mais puro significado da palavra) que desconhecem mas difamam essas palavras, a Síndrome de Down é a trissomia no cromossomo 21 causada pela não disjunção na meiose de um dos gametas ou durante as primeiras mitoses do zigoto.
Um indivíduo com essa anomalia pode viver normalmente como qualquer outro e, apesar dos pequenos atrasos, são completamente capazes de estudar, aprender, brincar...
Fui privilegiada em conviver com um portador da Síndrome e por esse motivo não admito tais comentários na minha presença. Porém esse fato ainda me entristece pois as pessoas que fazem essa brincadeira não deviam se desculpar pelo simples fato de eu estar ao lado delas, mas sim por ofender um indivíduo que não está presente para se defender e que não encaixa como um xingamento.
Down, gay, bicha... Essas palavras não são xingamentos! Em momento algum elas podem ser usadas com o intuito de rebaixar alguém já que ser homossexual, possuir uma anomalia cromossômica ou qualquer outra coisa que defina um ser humano, não pode ser um xingamento. Seria a mesma coisa que eu xingasse alguém pelo simples fato dele ser homem. Mas isso seria incoerente na nossa sociedade machista.
Minha irmã e eu possuímos 11 meses de diferença em relação a idade, por esse motivo não me lembro muito bem dos problemas de nossa infância. Desde quando me recordo minha irmã passa por diversos preconceitos e dificuldades com as quais ela, com o apoio dos meus pais, sempre superou se mostrando superior.
Nossos pais sempre preocupados em nos dar o melhor cuidado possível, logo que souberam da probabilidade de sua filha que nasceu ter Síndrome de Down imediatamente partiram a procura de informação e de grupos que pudessem ajuda-los. Ao confirmar essa probabilidade começamos a frequentar casas e festas com pais de crianças com a síndrome e passamos a conviver mais, e consequentemente aprender mais, com essas crianças.
Apenas quem convive é capaz de perceber a beleza e a pureza de uma criança especial. Reais guerreiros que conseguem sempre enxergar o lado positivo da vida, não negam um sorriso nunca e não se veem como debilitados mas muito pelo contrário possuem sonhos como qualquer outra criança e uma grande força de vontade. Por isso não entendo o motivo pelo qual as pessoas utilizam a palavra Down como uma ofensa. Antes de utilizar uma palavra pense no significado dela e não apenas a use por estar “na moda” e acima de tudo pense em todo o contexto da mesma, em toda a história envolvida. Caso isso fosse feito muitas brigas seriam evitadas junto com diversas injustiças e preconceitos que sucedem seu uso.
-Valery Helena

domingo, 8 de março de 2015

Criança: A alma do negócio

http://milc.net.br/


                O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a publicidade infantil, é um tema que necessita ser discutido cada vez mais para que saia da “normalidade” do dia a dia.
                As crianças são os alvos mais fáceis dos publicitários, pois, além de serem muito facilmente manipuladas, elas possuem uma força de convencimento sobre os pais que nenhum outro teria; segundo pesquisas, 80% da influência de compra dentro da casa é realizada pelos filhos.
               Diversos fatores estão envolvidos nesse negócio infantil: além de causar um elevado consumismo, esse fato está diretamente relacionado com a maturidade precoce, a obesidade infantil, aumento da competitividade e até mesmo do racismo.
          Falando individualmente de cada consequência, começaremos com a maturidade precoce. Nas propagandas sempre se vê meninos brincando de carrinho como se realmente dirigissem e meninas se embelezando como se já fossem realmente mulheres. Esse fator é muito grave pois da à criança uma falsa impressão de que ela já é madura o suficiente para fazer determinadas coisas que ainda não tem maturidade. Em uma visão mais particular, até mesmo o alcoolismo na adolescência está relacionado à isso, pois os adolescentes já se veem adultos e querem fazer coisas de adultos porém ainda não estão preparados para lidarem com as consequências (muitas vezes nem sabem quais são).
            A obesidade infantil também pode ser associada com a propaganda voltada às crianças, porque os fast-foods e os alimentos industrializados são divulgados sempre com um super-herói ou desenho animado, fascinando os nossos pequenos a consumirem esses alimentos, piorando sua alimentação o que, somado à sedentariedade, pode levar à obesidade.
           Seguindo a mesma linha de raciocínio, podemos associar as propagandas infantis até mesmo ao aumento da competitividade, pois as crianças se veem forçadas a possuírem os brinquedos, roupas, entre outros objetos que elas veem na televisão e aquelas que não possuem condições financeiras para adquiri-las acabam marginalizadas de certa forma, criando assim uma geração de crianças problemáticas e viciadas na compra.
            Um ponto mais delicado é o racismo. Muitas pessoas não enxergam como o racismo está diretamente relacionado com a indústria infantil. Bonecas e super-heróis são espelhados sempre em brancos, sem contar que raramente se vê uma boneca obesa ou sem maquiagem. Querendo ou não, todos esses fatores pressionam nossas crianças de uma maneira muito grande e por isso as propagandas devem ser revistas para causarem o menor dano possível àqueles que serão o nosso futuro.

Bibliografia:

-Valery Helena

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mais uma vez a crise hídrica


A crise hídrica se agrava cada vez mais, racionamentos serão rotina para aqueles que ainda não lidam com ele. A maior preocupação é: o que acontecerá quando nem mesmo o racionamento conseguir suprir toda essa escassez de água? Quando todos os volumes mortos acabarem?
A realidade é que toda essa seca já estava prevista pois as estiagens são cíclicas e começaram a aparecer novamente em dezembro de 2013 além da tendência de ficarem cada vez piores devido ao aquecimento global, mesmo assim nenhuma obra foi realizada com antecedência para impedir que toda a população sofra da maneira que estamos sofrendo hoje. O mais deprimente é que a situação está mais próxima de piorar cada dia mais do que ser resolvida.        

De acordo com os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico(ONS) o nível de água na maioria dos reservatórios das hidrelétricas do país está abaixo da registrada em junho de 2001, quando o país passou por um racionamento de energia e atualmente apenas a região sul está em uma situação confortável em relação ao nível dos reservatórios.

A falta de energia elétrica é um dos agravantes dessa enorme escassez de água já que as hidrelétricas são as maiores produtoras de energia do nosso país. Diversos bairros se encontram, há meses, no escuro durante a madrugada comprometendo também a segurança dos moradores.
O que nos deixa mais indignados são todos os vazamentos gravados por moradores e divulgados nos jornais e nas redes sociais. Litros de água tratada desperdiçados. Um ótimo exemplo foi o ocorrido na Zona Sul de São Paulo no dia 24 de janeiro, quando houve um vazamento de água tão intenso que uma moradora resolveu protestar tomando um banho no meio da rua: "Eu fiquei parada aqui duas horas indignada. É uma forma de protesto. Quantas pessoas poderiam ter tomado banho nessa água?", indagou a dentista Raquel moradora do bairro onde ocorreu o vazamento.
 O governo já não foi capaz de se programar para a crise e ainda não é capaz de retarda-la, mesmo assim continuam apenas implorando a economia de água por parte da população, não que ela não seja extremamente necessária, mas há vários outros fatores que podem e devem serem resolvidos pelo governo. Nós, cidadãos brasileiros, não pedimos nada além da obrigação dos nossos governantes, pedimos apenas que medidas rápidas e uteis sejam tomadas, que obras sejam realizadas no tempo previsto e vazamentos sejam consertados.

-Valery Helena

Bibliografia:



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quem será o dono do mundo?


           Aquilo que víamos apenas em filmes pode estar mais próximo da realidade do que muitos imaginam. Como uma única pessoa consegue ter tanto poder e riquezas quase incontáveis e inimagináveis? Vivemos em um sistema capitalista feroz que designa muito para poucos e pouco para muitos e esta situação tende apenas a piorar já que neste governo a tendência é que os mais poderosos tenham ainda mais poder e os mais pobres se tornarem miseráveis.
            De acordos com estudos e cálculos da CEPAL, apenas 50 transnacionais controlam toda a produção agrícola mundial e com a escandalosa alta dos preços dos alimentos como arroz, feijão, soja e milho podem chegar a matar de fome cerca de 100 milhões de pessoas, sendo 10 milhões apenas na América Latina.
            O motivo desses números tão altos está associado a uma rede de fatores dentre eles o livre arbítrio dessas transnacionais de aumentarem o preço de seus produtos visando sempre o lucro máximo, já que, sem concorrência, nunca irão perder seus clientes. Porém, como já dito anteriormente, no sistema em que vivemos os mais ricos tendem a ficarem ainda mais ricos e os mais pobres tendem a ficarem ainda mais pobres, dessa maneira, cada dia mais, a comida se tornará algo raro na mesa dos cidadãos de baixa renda.
          Mesmo assim algumas pessoas ainda podem pensar que essa realidade está distante de suas vidas. Outra mentira. Qual brasileiro não sentiu uma dor de cabeça ao pensar em quantas horas extras terá que fazer para conseguir pagar a compra do mês no mercado? A resposta para o aumento dos preços nos hipermercados também se dá ao aumento do monopólio.
        Muitos cidadãos, na falha expectativa de economia, realizam suas compras do mês em atacadões comprando produtos em grandes quantidades na ilusão de um preço mais baixo. Porém, toda a rede brasileira de atacadões foi comprada pela rede francesa Carrefour decretando um monopólio no setor. Segundo estatísticas, atualmente no Brasil apenas 1% das grandes redes organizadas ficam com metade de todo o lucro que é arrecadado dos produtos vendidos no varejo.
            A solução ainda parece um sonho distante em nosso país, mas deve ser realizada aos poucos. Primeiramente dando condições para as pequenas redes também competirem no mercado para que assim a concorrência aumente e os preços diminuam, não apenas no setor alimentício mas em todos os que essa situação se repete. Enquanto isso não acontece, os preços subirão ainda mais e o monstro da fome estará cada vez mais presente.

Bibliografia:

-Valery Helena

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A mídia brasileira


Segundo o Artigo XIX da Declaração Internacional dos Direitos Humanos, declarada em 10 de dezembro de 1948: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e de expressão, este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”. Porém, no Brasil, essa lei é completamente violada.

            Toda a mídia nacional brasileira é controlada por nove famílias: Abravanel (SBT), Bloch (Manchete), Civita(Editora Abril), Frias (Folha de S. Paulo), Levy (Gazeta Mercantil), Marinho(Organizações Globo), Mesquita (O Estado de S. Paulo), Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Saad (Rede Bandeirantes) que possuem um grande poder econômico. Elas controlam por completo os meios de comunicação nacional já que possuem canais de televisão, emissoras de rádio e até mesmo jornais e revistas.

            O grande problema desse oligopólio é que todas as informações que circulam ao longo do território brasileiro são controladas pelas 9 famílias, dessa maneira, elas possuem o total poder de omitir ou até mesmo modificar as notícias de acordo com suas vontades ou interesses.

            Pesquisas afirmam que, desde a década de 90, esse oligopólio vem se estreitando cada vez mais e famílias como Bloch, Levy, Nascimento Brito e Mesquita não possuem o mesmo poder que antigamente. Um importante estudo feito em 2002 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), intitulado “Os donos da Mídia”, sobre os meios de comunicação no Brasil mostra que as redes nacionais Globo, SBT e Bandeirantes, além de Record, Rede TV! e CNT, estão aglutinados 668 veículos em todo o país. São 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários.

            Os meios de comunicação do nosso país não desrespeitam apenas a Declaração Internacional dos Direitos Humanos, mas também a Constituição, que no Artigo 220 diz: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição.”

            Segundo a lei, qualquer brasileiro possui o direito de se comunicar por qualquer veículo de comunicação, porém na prática, mais uma vez, não é tão simples assim. Para que um cidadão consiga abrir uma rádio, por exemplo, ele deve conseguir do governo uma Concessão Pública. Existem, no Brasil, cerca de 20.000 concessões para emissoras de rário, destas 7.559 foram arquivadas e outras 3.536 foram negadas.

            Infelizmente, todas as informações transmitas pelos meios de comunicação fazem com que a população crie, não apenas a sua opinião, mas também os seus valores.  Por exemplo, mídia relata a mulher como sendo uma mercadoria, utilizando sempre mulheres altas, magras e brancas na maioria dos comercias fazendo com que todos os expectadores que assistem diariamente essas propagandas, criem um ideal de beleza de acordo com o exposto na televisão, jornal, revista ou etc, e acabam criando também, como consequência, um preconceito contra as mulheres que não se encaixam nesse padrão.

            A atual televisão brasileira tem como principal objetivo retirar o senso crítico da população e levar o povo a acreditar que tudo aquilo que eles veem, ouvem ou leem é a pura verdade. Para isso as emissoras tentam parecer onisciente, onipotente e onipresente sobre a vida cotidiana do telespectador, explorando as vaidades, curiosidades e emoções.

               Um futuro melhor pode estar por vir, pois a atual presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional, no dia 28 de outubro, um projeto de regulamentação econômica da mídia e afirmou que: “Eu não vou regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Eu vivi sob a ditadura e, por viver sob a ditadura, eu sei o imenso valor da liberdade de imprensa” e, segundo Rui Falcão, a regulamentação da mídia brasileira é uma das prioridades do novo mandato. Agora nos resta esperar e ficarmos atentos para não sermos controlados pelas 9 famílias, para que assim, possamos saber as verdadeiras informações e formarmos opiniões realistas e concretas.

Vídeos interessantes sobre o assunto:

-Levante sua Voz
-Além do Cidadão Kane

-Valery Helena