domingo, 8 de março de 2015

Criança: A alma do negócio

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                O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a publicidade infantil, é um tema que necessita ser discutido cada vez mais para que saia da “normalidade” do dia a dia.
                As crianças são os alvos mais fáceis dos publicitários, pois, além de serem muito facilmente manipuladas, elas possuem uma força de convencimento sobre os pais que nenhum outro teria; segundo pesquisas, 80% da influência de compra dentro da casa é realizada pelos filhos.
               Diversos fatores estão envolvidos nesse negócio infantil: além de causar um elevado consumismo, esse fato está diretamente relacionado com a maturidade precoce, a obesidade infantil, aumento da competitividade e até mesmo do racismo.
          Falando individualmente de cada consequência, começaremos com a maturidade precoce. Nas propagandas sempre se vê meninos brincando de carrinho como se realmente dirigissem e meninas se embelezando como se já fossem realmente mulheres. Esse fator é muito grave pois da à criança uma falsa impressão de que ela já é madura o suficiente para fazer determinadas coisas que ainda não tem maturidade. Em uma visão mais particular, até mesmo o alcoolismo na adolescência está relacionado à isso, pois os adolescentes já se veem adultos e querem fazer coisas de adultos porém ainda não estão preparados para lidarem com as consequências (muitas vezes nem sabem quais são).
            A obesidade infantil também pode ser associada com a propaganda voltada às crianças, porque os fast-foods e os alimentos industrializados são divulgados sempre com um super-herói ou desenho animado, fascinando os nossos pequenos a consumirem esses alimentos, piorando sua alimentação o que, somado à sedentariedade, pode levar à obesidade.
           Seguindo a mesma linha de raciocínio, podemos associar as propagandas infantis até mesmo ao aumento da competitividade, pois as crianças se veem forçadas a possuírem os brinquedos, roupas, entre outros objetos que elas veem na televisão e aquelas que não possuem condições financeiras para adquiri-las acabam marginalizadas de certa forma, criando assim uma geração de crianças problemáticas e viciadas na compra.
            Um ponto mais delicado é o racismo. Muitas pessoas não enxergam como o racismo está diretamente relacionado com a indústria infantil. Bonecas e super-heróis são espelhados sempre em brancos, sem contar que raramente se vê uma boneca obesa ou sem maquiagem. Querendo ou não, todos esses fatores pressionam nossas crianças de uma maneira muito grande e por isso as propagandas devem ser revistas para causarem o menor dano possível àqueles que serão o nosso futuro.

Bibliografia:

-Valery Helena