quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quem será o dono do mundo?


           Aquilo que víamos apenas em filmes pode estar mais próximo da realidade do que muitos imaginam. Como uma única pessoa consegue ter tanto poder e riquezas quase incontáveis e inimagináveis? Vivemos em um sistema capitalista feroz que designa muito para poucos e pouco para muitos e esta situação tende apenas a piorar já que neste governo a tendência é que os mais poderosos tenham ainda mais poder e os mais pobres se tornarem miseráveis.
            De acordos com estudos e cálculos da CEPAL, apenas 50 transnacionais controlam toda a produção agrícola mundial e com a escandalosa alta dos preços dos alimentos como arroz, feijão, soja e milho podem chegar a matar de fome cerca de 100 milhões de pessoas, sendo 10 milhões apenas na América Latina.
            O motivo desses números tão altos está associado a uma rede de fatores dentre eles o livre arbítrio dessas transnacionais de aumentarem o preço de seus produtos visando sempre o lucro máximo, já que, sem concorrência, nunca irão perder seus clientes. Porém, como já dito anteriormente, no sistema em que vivemos os mais ricos tendem a ficarem ainda mais ricos e os mais pobres tendem a ficarem ainda mais pobres, dessa maneira, cada dia mais, a comida se tornará algo raro na mesa dos cidadãos de baixa renda.
          Mesmo assim algumas pessoas ainda podem pensar que essa realidade está distante de suas vidas. Outra mentira. Qual brasileiro não sentiu uma dor de cabeça ao pensar em quantas horas extras terá que fazer para conseguir pagar a compra do mês no mercado? A resposta para o aumento dos preços nos hipermercados também se dá ao aumento do monopólio.
        Muitos cidadãos, na falha expectativa de economia, realizam suas compras do mês em atacadões comprando produtos em grandes quantidades na ilusão de um preço mais baixo. Porém, toda a rede brasileira de atacadões foi comprada pela rede francesa Carrefour decretando um monopólio no setor. Segundo estatísticas, atualmente no Brasil apenas 1% das grandes redes organizadas ficam com metade de todo o lucro que é arrecadado dos produtos vendidos no varejo.
            A solução ainda parece um sonho distante em nosso país, mas deve ser realizada aos poucos. Primeiramente dando condições para as pequenas redes também competirem no mercado para que assim a concorrência aumente e os preços diminuam, não apenas no setor alimentício mas em todos os que essa situação se repete. Enquanto isso não acontece, os preços subirão ainda mais e o monstro da fome estará cada vez mais presente.

Bibliografia:

-Valery Helena

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