sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Mais uma vez a crise hídrica


A crise hídrica se agrava cada vez mais, racionamentos serão rotina para aqueles que ainda não lidam com ele. A maior preocupação é: o que acontecerá quando nem mesmo o racionamento conseguir suprir toda essa escassez de água? Quando todos os volumes mortos acabarem?
A realidade é que toda essa seca já estava prevista pois as estiagens são cíclicas e começaram a aparecer novamente em dezembro de 2013 além da tendência de ficarem cada vez piores devido ao aquecimento global, mesmo assim nenhuma obra foi realizada com antecedência para impedir que toda a população sofra da maneira que estamos sofrendo hoje. O mais deprimente é que a situação está mais próxima de piorar cada dia mais do que ser resolvida.        

De acordo com os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico(ONS) o nível de água na maioria dos reservatórios das hidrelétricas do país está abaixo da registrada em junho de 2001, quando o país passou por um racionamento de energia e atualmente apenas a região sul está em uma situação confortável em relação ao nível dos reservatórios.

A falta de energia elétrica é um dos agravantes dessa enorme escassez de água já que as hidrelétricas são as maiores produtoras de energia do nosso país. Diversos bairros se encontram, há meses, no escuro durante a madrugada comprometendo também a segurança dos moradores.
O que nos deixa mais indignados são todos os vazamentos gravados por moradores e divulgados nos jornais e nas redes sociais. Litros de água tratada desperdiçados. Um ótimo exemplo foi o ocorrido na Zona Sul de São Paulo no dia 24 de janeiro, quando houve um vazamento de água tão intenso que uma moradora resolveu protestar tomando um banho no meio da rua: "Eu fiquei parada aqui duas horas indignada. É uma forma de protesto. Quantas pessoas poderiam ter tomado banho nessa água?", indagou a dentista Raquel moradora do bairro onde ocorreu o vazamento.
 O governo já não foi capaz de se programar para a crise e ainda não é capaz de retarda-la, mesmo assim continuam apenas implorando a economia de água por parte da população, não que ela não seja extremamente necessária, mas há vários outros fatores que podem e devem serem resolvidos pelo governo. Nós, cidadãos brasileiros, não pedimos nada além da obrigação dos nossos governantes, pedimos apenas que medidas rápidas e uteis sejam tomadas, que obras sejam realizadas no tempo previsto e vazamentos sejam consertados.

-Valery Helena

Bibliografia:



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Quem será o dono do mundo?


           Aquilo que víamos apenas em filmes pode estar mais próximo da realidade do que muitos imaginam. Como uma única pessoa consegue ter tanto poder e riquezas quase incontáveis e inimagináveis? Vivemos em um sistema capitalista feroz que designa muito para poucos e pouco para muitos e esta situação tende apenas a piorar já que neste governo a tendência é que os mais poderosos tenham ainda mais poder e os mais pobres se tornarem miseráveis.
            De acordos com estudos e cálculos da CEPAL, apenas 50 transnacionais controlam toda a produção agrícola mundial e com a escandalosa alta dos preços dos alimentos como arroz, feijão, soja e milho podem chegar a matar de fome cerca de 100 milhões de pessoas, sendo 10 milhões apenas na América Latina.
            O motivo desses números tão altos está associado a uma rede de fatores dentre eles o livre arbítrio dessas transnacionais de aumentarem o preço de seus produtos visando sempre o lucro máximo, já que, sem concorrência, nunca irão perder seus clientes. Porém, como já dito anteriormente, no sistema em que vivemos os mais ricos tendem a ficarem ainda mais ricos e os mais pobres tendem a ficarem ainda mais pobres, dessa maneira, cada dia mais, a comida se tornará algo raro na mesa dos cidadãos de baixa renda.
          Mesmo assim algumas pessoas ainda podem pensar que essa realidade está distante de suas vidas. Outra mentira. Qual brasileiro não sentiu uma dor de cabeça ao pensar em quantas horas extras terá que fazer para conseguir pagar a compra do mês no mercado? A resposta para o aumento dos preços nos hipermercados também se dá ao aumento do monopólio.
        Muitos cidadãos, na falha expectativa de economia, realizam suas compras do mês em atacadões comprando produtos em grandes quantidades na ilusão de um preço mais baixo. Porém, toda a rede brasileira de atacadões foi comprada pela rede francesa Carrefour decretando um monopólio no setor. Segundo estatísticas, atualmente no Brasil apenas 1% das grandes redes organizadas ficam com metade de todo o lucro que é arrecadado dos produtos vendidos no varejo.
            A solução ainda parece um sonho distante em nosso país, mas deve ser realizada aos poucos. Primeiramente dando condições para as pequenas redes também competirem no mercado para que assim a concorrência aumente e os preços diminuam, não apenas no setor alimentício mas em todos os que essa situação se repete. Enquanto isso não acontece, os preços subirão ainda mais e o monstro da fome estará cada vez mais presente.

Bibliografia:

-Valery Helena