Vivemos
em um país com a maior biodiversidade do planeta e os mais variáveis
ecossistemas. A América latina como um todo vive em perfeita harmonia, se
renovando e se autossustentando a cada dia. No entanto a ação do homem durante
várias décadas vem prejudicando essa harmonia e já se pode ser sentida nas
nossas vidas.
Para
os muitos que pensam que o desmatamento é uma realidade distante, foi comprovado
por cientistas, e transmitida em uma matéria pela rede Globo no programa Fantástico
do domingo dia 31 de agosto, que as consequências desse crime podem ser
sentidas por nós a partir da falta de água.
A
floresta Amazônica possui um imensa importância no índice de chuvas na maior
parte do Brasil e em outros países na américa latina. As árvores existentes lá
atuam como uma bomba de umidade para a atmosfera, que ao trombar com a
Cordilheira dos Andes, se dirige à todo o Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país.
No
entanto, com o desmatamento, esse bombeamento diminuiu e em conjunto com a
poluição das grandes cidades, as massas de ar conhecidas como rios voadores,
perdem a força e acabam desabando em estados como Acre e Rondônia (que sofreram
com enchentes ao longo desse ano.)
Apenas
como um dado de curiosidade, a porção centro oeste e sudeste do nosso país só
não é um deserto graças a Floresta Amazônica já que todas as regiões
localizadas na mesma latitude ao redor do globo são desertos, como por exemplo
o deserto de Saara e o deserto Australiano.
Mesmo
com esse agravante, as pessoas localizadas nesses estados afetados, continuam
gastando água como se existisse uma fonte inesgotável. Alguns mais conscientes,
culpam o governo por não proporem um racionamento de água por se tratar de uma
atitude antipopular e estarmos em ano de eleição.
A
Sabesp culpa a estiagem por todo esse transtorno, porém pesquisas a quase uma
década atrás já afirmavam uma possível falta d’água no ano de 2014. Mesmo
sabendo desses estudos, nenhuma medida de prevenção foi tomada.
Agora
precisamos de uma solução rápida e eficaz para esse grande problema. Como não
há mais tempo para grandes estudos e projetos, cabe a nós cidadãos utilizar a
pouca água que nos resta de maneira sábia e regulada. Evitar desperdícios sempre
foi importante, porém agora deixou de ser algo educado e passou a ser algo
necessário.
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